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Planejamento de obras: o guia para garantir o sucesso da sua obra

A importância do planejamento de obras para o sucesso do projeto

De acordo com um estudo realizado pela UFRGS, a falta de planejamento emerge como o segundo maior obstáculo para a execução eficiente das tarefas na construção civil. É um indicativo claro de que um planejamento inadequado pode resultar em dificuldades significativas na condução de um projeto.

Essas dificuldades estão frequentemente ligadas a custos, desperdícios e atrasos indesejados.

Os custos envolvem várias facetas, desde a aquisição de materiais que acabam sendo desperdiçados até a contratação de mão de obra que fica ociosa devido a obstáculos inesperados, como a falta de material.

Sem um planejamento correto que considere todas as especificações e detalhes do projeto, pode ser difícil avaliar a quantidade correta de cada material necessário. Isso pode resultar na compra de mais materiais do que o necessário ou de materiais incompatíveis com as necessidades da obra, o que leva ao seu desperdício.

Não podemos deixar de salientar que atrasos são comuns quando não existe um planejamento de obras adequado, e este talvez seja um dos fatores que mais causam estresse, muitas vezes com consequências financeiras e legais graves.

Para evitar esses problemas na sua obra, é necessário elaborar um planejamento de obras efetivo e realista, mas como isso pode ser feito? 

Etapas essenciais no planejamento de obras: do conceito à execução

Elaborar um planejamento estratégico para uma obra exige uma série de componentes fundamentais que servem para combinar as demandas e aspirações do projeto, aliadas à assertividade de cada medida tomada. A seguir, listamos quais são esses componentes primordiais na formulação de um bom planejamento de obras, confira:

Entenda quais as expectativas em relação ao projeto

Planejamento de obra

Tenha alinhado com o cliente quais são suas expectativas com o projeto, tenha uma visão clara dos objetivos, da qualidade esperada, dos prazos e do orçamento disponível. Assim, com a visão alinhada com a do cliente, fica mais fácil elaborar um planejamento de obras que atenda às exigências. 

Faça o estudo de viabilidade

Essa fase consiste em uma avaliação detalhada para determinar se o empreendimento é exequível tanto do ponto de vista técnico quanto legal.

Neste estágio, é necessário reunir todas as informações pertinentes à construção do projeto, incluindo uma análise de mercado. Essa avaliação nos dá um panorama sobre o orçamento requerido para cobrir todas as despesas associadas à obra. Além disso, avalia a capacidade da sua empresa em realizar o projeto dentro das normas legais e técnicas estabelecidas.

Elabore o orçamento da obra

A etapa de orçamento de obra é fundamental em um projeto de construção. Essa fase é iniciada assim que a viabilidade do projeto é confirmada e a decisão de avançar é tomada. Este é o momento de detalhar os custos envolvidos na execução do projeto.

Ao elaborar um orçamento para uma obra, vários fatores devem ser considerados. Inicialmente, temos os custos de materiais, de mão de obra e os custos indiretos. Além disso, é prudente colocar um fundo de contingência para cobrir possíveis imprevistos. 

Finalmente, a margem de lucro deve ser incorporada ao orçamento para garantir a rentabilidade do projeto. E apesar de aparentar ser um bicho de sete cabeças, calcular os lucros de sua obra pode ser bem mais fácil do que você imagina.

Para isso existe a ferramenta de Retorno do Investimento, também conhecida como ROI é uma medida comumente utilizada para avaliar o lucro de um investimento. O cálculo é simples e ajuda a entender qual foi o lucro obtido em relação ao investimento inicial.

A fórmula para calcular o ROI é:

ROI = (GANHO OBTIDO – INVESTIMENTO INICIAL) / INVESTIMENTO INICIAL

Na prática, vamos supor que seu negócio tenha feito um investimento inicial de R$200.000 em uma obra e, após a conclusão do projeto, o valor de venda tenha sido R$300.000.

O ganho obtido é a diferença entre o valor de venda do imóvel e o investimento inicial, ou seja, R$300.000 – R$200.000 = R$100.000.

Aplicando o ROI, teremos

ROI = (100.000 – 200.000) / 200.000

O resultado é 0.5, o que indica que o retorno foi de 50% do investimento inicial. Portanto, para cada R$1,00 investido na obra, houve um retorno de R$1,50. Muito simples não é?

Cronograma físico-financeiro

Essa etapa serve para visualizar as tarefas a serem realizadas, seus prazos e os custos associados, o que ajuda na hora de tomar decisões e no controle do fluxo de caixa.

Primeiramente, é necessário ter uma Estrutura Analítica de Projetos (EAP), onde todas as tarefas da obra estão devidamente identificadas e organizadas. Com base nessa estrutura, estabelece-se a sequência e a duração de cada atividade, considerando-se as dependências entre elas.

Em seguida, é preciso associar cada atividade a um custo, que pode ser determinado a partir do orçamento detalhado da obra. Isso inclui custos de materiais, mão de obra, equipamentos, entre outros.

Monitoramento das atividades

Agora que o cronograma com prazos e tarefas já foi estabelecido, resta acompanhar e avaliar o andamento do processo para garantir que o projeto avance conforme o planejado, tanto em termos de cronograma quanto de orçamento. 

Vale ressaltar que por mais condizente com a realidade o cronograma esteja, mudanças ao longo do processo construtivo podem e vão ocorrer. Por isso é necessário fazer revisões periódicasa fim de detectar falhas e gargalos logo no início e encontrar soluções.

Definindo objetivos e metas no planejamento de obras

Definir metas e objetivos é o caminho para entregar obras no prazo e nas condições estabelecidas. Esses objetivos orientam todas as ações e decisões tomadas durante o projeto. Portanto, ao estabelecer metas para oba, lembre-se da ferramenta S.M.A.R.T, uma ferramenta amplamente usada no gerenciamento de projetos. 

Quando destrinchadas, as palavras em inglês podem ser traduzidas como Specific (Específico), Measurable (Mensurável), Achievable (Atingível), Relevant (Relevante) e Time-bound (Temporal). Portanto: 

Específico: O objetivo deve ser claro e bem definido. Por exemplo, “Concluir a instalação elétrica até a data X” é uma meta específica, enquanto “Fazer progresso na instalação elétrica” é vaga.

Mensurável: Você precisa ser capaz de medir o progresso em direção ao objetivo. No exemplo anterior, você pode medir a meta verificando se a instalação elétrica foi concluída na data estipulada.

Atingível: A meta deve ser realista, dada a equipe, os recursos e o tempo disponíveis.

Relevante: A meta deve estar alinhada com os objetivos centrais da obra.

Temporal: A meta deve ter uma data limite para a conclusão.

Tomar decisões com base nessa ferramenta leva a um melhor planejamento, execução e a um maior sucesso na realização das metas. Pense nisso!

Cronograma de obras: como criar um cronograma realista e eficiente

cronograma de obras é importante para qualquer processo construtivo pois permite que você organize e gerencie todas as atividades, garantindo que o projeto seja concluído dentro do prazo e do orçamento previstos. Listamos algumas etapas que você pode seguir para criar um cronograma de obras que funcione na prática:

Definição de metas

Estabeleça metas claras para o projeto. Saber o que você espera alcançar e quando deseja alcançá-lo ajuda a definir o escopo do projeto e as expectativas para a equipe.

Listar atividades

Identifique todas as tarefas que precisam ser realizadas e quanto tempo cada uma delas deve levar. Isso inclui todas as fases do projeto, desde a preparação do local até a construção e os toques finais.

Organização de atividades

Organize as atividades em uma sequência lógica. Algumas tarefas não podem começar até que outras sejam concluídas, então planeje de acordo.

Atribuir recursos

Decida quais recursos (pessoal, equipamentos, materiais) serão precisos para cada atividade e assegure-se de que estarão disponíveis quando necessários.

Monitorar o progresso

Ao longo do projeto, monitore o progresso e compare-o com o cronograma. Se as atividades estiverem atrasadas, você precisará ajustar o cronograma ou encontrar maneiras de voltar ao prazo original.

Gerenciamento de recursos no planejamento de obras: materiais, mão de obra e equipamentos

Fazer um bom planejamento de obras envolve também gerir corretamente os recursos e mão de obra e equipamentos. Para fazer isso considere algumas estratégias que podem te ajudar nesse momento, como:

Conheça seus Fornecedores

Escolher fornecedores confiáveis e de alta qualidade é importante. Eles devem ser comprometidos em entregar os materiais necessários no tempo certo e a um preço razoável.

Gestão de estoque

Ter um sistema eficaz de gerenciamento de estoque ajuda a evitar a falta ou o excesso de materiais. O monitoramento contínuo do uso de materiais também é essencial para identificar e resolver qualquer problema de desperdício.

Capacitação da mão de obra

A mão de obra deve ser devidamente treinada para ser produtiva e realizar tarefas com  segurança. Investir em treinamento e desenvolvimento de habilidades pode melhorar significativamente a qualidade do trabalho.

Planejamento de obras para mitigar riscos e imprevistos

Imprevistos acontecem e os riscos são inerentes a qualquer projeto de construção. Desde atrasos na entrega de materiais, condições climáticas adversas, problemas de mão de obra até problemas técnicos inesperados, todos esses elementos podem perturbar a execução de uma obra. No entanto, é possível minimizar a probabilidade e o impacto dos imprevistos, garantindo que o projeto permaneça no prazo e dentro do orçamento, e essas dicas podem te ajudar com isso:

Estudo preliminar

Antes de qualquer coisa, é fundamental realizar um estudo detalhado do local da construção, avaliando as características do solo, a topografia, a facilidade de acesso e outros fatores que possam impactar a obra. Esta análise preliminar permitirá a identificação de possíveis desafios e a preparação de soluções apropriadas.

Elaboração de um plano de gestão de riscos

O plano de gestão de riscos é um documento detalhado que identifica todos os riscos potenciais associados ao projeto, classifica-os em termos de probabilidade de ocorrência e impacto potencial, e descreve medidas para mitigar ou responder a esses riscos. O plano deve ser revisado ao longo do projeto.

Controle rigoroso

Um planejamento detalhado do cronograma de trabalho é essencial para garantir que todas as atividades sejam realizadas na sequência. Este planejamento deve prever prazos para a entrega de materiais, contratação de mão de obra e execução das tarefas. Além disso, um controle rigoroso e frequente deve ser realizado para garantir que o projeto esteja progredindo conforme o planejado.

Flexibilidade

Mesmo com um planejamento rigoroso, imprevistos acontecem. Por isso, é importante que o planejamento seja flexível o suficiente para adaptar-se às circunstâncias. Isso engloba a reorganização do cronograma de trabalho, a realocação de recursos ou a revisão de métodos de trabalho.

Comunicação regular faz a diferença

A comunicação clara e regular entre todas as partes envolvidas na obra é necessária para a identificação e resolução rápida de problemas. Essa comunicação deve incluir a equipe de gerenciamento do projeto, os trabalhadores, os fornecedores de materiais e os demais interessados.

Investimento em capacitação e segurança do trabalho

A mão de obra capacitada é mais produtiva e comete menos erros, além de estar mais apta para lidar com imprevistos. A segurança no trabalho não só previne acidentes como também evita atrasos e custos adicionais causados por esses acidentes.

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Sistemas construtivos: conheça os principais e as tendências sustentáveis

Para começar o planejamento da construção de qualquer edifício é necessário definir qual será um dos sistemas construtivos a ser implantado. Ou seja, qual será a tecnologia e o método mais apropriado para a situação específica. 

Por isso, é imprescindível que o arquiteto e o engenheiro avalie os materiais da região, o tempo que a obra irá durar, seu orçamento e as questões ambientais. 

Existem diversos opções atualmente e em cada local do mundo é utilizado mais alguns do que outros. Por exemplo, no mercado brasileiro da construção civil é comum a escolha da alvenaria convencional ou concreto pré-moldado. Contudo, com a tecnologia e a busca por construções mais sustentáveis, outros tipos inovadores chamam a atenção, cada vez mais, de arquitetos e engenheiros.

Neste artigo, você descobrirá mais sobre os sistemas construtivos e seu uso Brasil afora. A partir disso, será mais fácil escolher o mais conveniente para o seu projeto. Confira os tópicos:

Aproveite a leitura!

Os sistemas construtivos mais conhecidos na construção civil

Alvenaria Convencional 

A alvenaria convencional é um método construtivo composto por elementos como vigas, pilares, lajes de concreto armado e paredes de vedação com blocos (tijolos) cerâmicos. Assim, temos construções dotadas de resistência e com proteção termoacústica. 

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No Brasil, é o sistema mais tradicional, sendo muito fácil encontrar mão de obra e não há necessidade de alta especialização pelos profissionais, se comparado com outros sistemas construtivos. Por esse fator, a escolha torna-se econômica e viável pelas facilidades aqui citadas.

Vantagens:

 Alta disponibilidade de materiais e mão-de-obra 

✅ Suporta médios e grandes vãos

✅ Facilidade de futuras mudanças

Desvantagens: 

❌ Gera muitos resíduos 

❌ Grande tempo de execução 

❌ Alto custo

Alvenaria Estrutural

A alvenaria estrutural é similar a alvenaria convencional, quando comparada aos elementos (blocos, vigas e pilares). A diferença aqui é que a vedação ocorre ao mesmo tempo que a estruturação. Conheça alguns dos métodos utilizados:

  • Estrutural armado: soma dos blocos preenchidos de concretos fixados com aço.
  • Não armado: paredes de alvenaria com vergas e cintas, sem a necessidade de armação. 
  • Parcialmente armado: paredes com alvenaria armada e outras com alvenaria não armada.
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Fonte: Pinterest

Algumas questões merecem atenção quando a escolha tende a ser alvenaria estrutural como compatibilização entre o próprio projeto estrutural e os projetos de elétrica e hidro sanitário. Além do mais, para a execução é necessário mão de obra mais especializada que a convencional, já que a parede sustenta a edificação elas vem se manter no prumo. 

Vantagens:

✅ Escolha econômica 

✅ Menor desperdício de materiais 

✅ Qualidade de execução superior 

Desvantagens: 

❌ Limitações em realocação de parede pois suportam as cargas estruturais

❌ Vãos livres limitados 

❌ Limitações estéticas 

Concreto pré-moldado

sistema construtivo de concreto pré-moldado também é bastante conhecido e optado pelos brasileiros por oferecer um custo-benefício excelente. Com planejamento e acompanhamento de obra, há redução de mão de obra e impede que haja trabalho improvisado.  

“Uma estrutura feita em concreto pré-moldado é aquela em que os elementos estruturais, como pilares, vigas, lajes e outros, são moldados e adquirem certo grau de resistência, antes do seu posicionamento definitivo na estrutura”.. – Fonte: Portal do Concreto

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Fonte: Pinterest

Usado com frequência em galpões e grandes obras, as estruturas geralmente são adquiridas com empresas que prestam esse tipo de serviço, como também, elas podem ser moldadas no canteiro de obras. A escolha fica a critério do que é mais vantajoso analisando custos de transportes, dimensões de peças, investimento em formas, tempo de execução, equipamentos disponíveis, espaço no canteiro de obras e qualidade. 

Vantagens:

 Redução de prazo e mão de obra

 Construção limpa 

✅ Contenção de custos

Desvantagens: 

❌ Alto investimento inicial

❌ Sem flexibilidade

❌ Exigência de mão de obra e equipamentos especializados

Container

O container apresenta muitas vantagens e atualmente está sendo bastante utilizado Brasil afora. Esse é um dos métodos construtivos mais resistentes e sustentável. Mas afinal, o que são containers?

Refere-se a caixas metálicas de algum material resistente como o aço, alumínio ou a fibra. Muito comum, vê-los em em portos, por inicialmente, a proposta só abarcar o armazenamento de produtos a fim de serem transportados por longas distâncias. 

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Fonte: Pinterest

Hoje, o mercado da construção civil aproveita a oportunidade e o transforma em construções com estética industrial. 

Vantagens:

✅Rapidez e baixo custos nas obras  

✅ Obra limpa 

✅ Possibilidade de mudar a construção de local

Desvantagens: 

❌ Necessidade de mão de obra qualificada (cortes das esquadrias)

❌ Espaço no canteiro de obras e entorno para transporte de guindaste 

❌ Necessidade de isolamento termo acústico

Light Steel frame

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Fonte: Pinterest

O termo steel frame significa “estrutura de aço”. Esse é mais um dos sistemas construtivos que usa o aço galvanizado como estrutura através de perfis. Junto a esses materiais, é utilizado placas para fechamento de materiais como cimento, madeira ou drywall

Vantagens:

 Agilidade na construção

✅ Estrutura leve

✅ Mais precisão e  menor custo

Desvantagens: 

❌ Requer mão de obra altamente especializada 

❌ Limitações de altura

Wood Frame

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O wood frame se assemelha ao steel frame em relação a necessidade de perfis estruturais. A diferença é que o material utilizado nesse sistema construtivo é a madeira.

“A estrutura do Wood Frame é formada por perfis de madeira, normalmente de reflorestamento (do tipo pinus). A madeira é maciça, contraventada com chapas de OSB (painel de tiras de madeira orientadas). A estrutura de madeira é passada por um processo de autoclavada, com o objetivo de protegê-la de cupins e umidade.” – Fonte: Homify 

 Vantagens:

 Excelente desempenho acústico e térmico

✅ Utilização de madeira de reflorestamento 

✅ Agilidade na construção e baixo custo

Desvantagens: 

❌ Limitação no número de pavimentos 

❌ Requer mão de obra especializada

❌ Necessário cuidados de impermeabilização e manutenção

Diferenças dos sistemas construtivos no Brasil x Mundo

No Brasil, os sistemas construtivos mais utilizados são: alvenaria e concreto pré-moldado. No entanto, essa escolha varia de acordo com a região.

Nos Estados Unidos, é habitual a construção de edificações no sistema construtivo wood frame. Por mais que as madeiras passem pelo processo de autoclave, assegurando maior resistência e proteção contra umidade e cupins, em território brasileiro, não é comum a utilização desse método de construção por conta da umidade presente – o que pode acarretar em problemáticas para a edificação.

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Fonte: Archdaily

Já nos países europeus, é comum a utilização de steel frame. De acordo com a região que a edificação será construída, as dimensões dos perfis de aço. Assim como, os espaçamentos e quantidade de material que será preciso. Vale ressaltar que os cálculos estruturais devem ser previamente desenvolvidos no projeto. 

Nos países africanos, as edificações são constituídas de terra e tijolos para garantir conforto térmico em seu interior. 

As novas tendências nos sistemas construtivos

BIM

A busca por métodos que agilizem as etapas de projetos é uma das principais tendências no segmento da construção civil. O uso da tecnologia, por exemplo, contribui para mapear o mínimo de desperdício, a qualidade construtiva, a segurança e o conforto que uma edificação terá.

Atualmente, há uma metodologia de trabalho para arquitetos e engenheiros criarem seus projetos visando centralizar todas as informações pertinentes em modelo digital. O BIM (Building Information Modeling ou Modelagem da Informação da Construção),  consegue prever as melhores escolhas a fim de trazer eficiência para a obra. 

Construção industrializada

A construção industrializada surge como um caminho para escalar a produção na área da construção civil, mas sem perder a qualidade. Esses novos modelos são apoiados no projeto e fabricação dos elementos de uma edificação, seja ele estrutural ou não. Temos como exemplo o steel frame e o container – ambos citados anteriormente. 

Entre os benefícios da construção industrializada estão: redução de prazos pela maior produtividade, controle de custos com planejamento financeiro detalhado, uso racional de recursos, limpeza e segurança nos canteiros de obras, flexibilidade para adaptações, desempenho e sustentabilidade, além da possibilidade de criação arquitetônica marcante. 

Impressão 3D

A tecnologia de  impressão 3D também se refere a fabricação, no entanto, aqui o foco é a criação de objetos tridimensionais através de várias camadas de um determinado material. As impressoras comuns no mercado utilizam materiais plásticos ou metal em pó e as camadas vão se formando a partir das informações fornecidas por um modelo digital. 

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Fonte: Archdaily | Foto: Professor XU Weiguo’s Team

A tecnologia iniciou-se na área criando apenas objetos simples como maquetes. Atualmente,   a utilização se dá como método construtivo pois já desenvolve grandes detalhes de edifícios. 

“Uma das principais vantagens da impressão 3D aplicada à arquitetura é a rapidez e a eficiência nos processos de construção. Com as tecnologias atualmente disponíveis, é possível erguer a estrutura de uma casa de cerca de 50 metros quadrados em apenas um dia.” – Fonte: Archdaily

Sistemas construtivos sustentáveis

As preocupações do setor da construção civil no que diz respeito aos sistemas construtivos se dão em relação a criar edificações sustentáveis. As apostas são voltadas para o uso de materiais sustentáveis, na mínima geração de resíduos e nas soluções excelentes de economia de água, utilização de energias renováveis, incentivo ao baixo consumo de energia, entre outros fatores.

Construção modular

As edificações com premissa modular são construções off site, ou seja, ocorrem fora do canteiro de obras. São fabricados módulos com mesmos tamanhos e formas e, posteriormente, são unidos através de tecnologias de encaixe de acabamentos. Logo após, essas estruturas são transportadas para o local em que será instalada.

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Há muitas vantagens nesse tipo de sistema, entre elas estão: economia no tempo de execução de obra, racionamento de materiais, economia na mão de obra, baixo consumo de água e geração de resíduos dentro do canteiro de obra. 

Painel de isopor

A tecnologia que une painéis de argamassa armada com miolo de EPS (poliestireno expandido) possui também muitas vantagens na baixa geração de resíduos – e quando gerados passam a ser recicláveis -, alta resistência mecânica, excelente isolamento térmico e acústico – contribuindo para redução de geração energética de aquecimento e/ou refrigeração. 

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“As temperaturas ficam próximas aos 22ºC, o que garante conforto no verão e no inverno e possibilita economia com a menor utilização de aparelhos para resfriamento ou aquecimento” – Fonte: Lourdes Cristina, engenheira da LCP Engenharia e Construções. 

Agora que você já conhece um pouco mais dos sistemas construtivos e quais são as tendências no segmento, comece já a aplicá-los em seus projetos.

Fonte: https://www.vobi.com.br/

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Qual a importância de um projeto estrutural para a sua obra?

O projeto estrutural é um dos documentos mais importantes de qualquer obra, independente do seu porte. Afinal, é ele que contém uma série de informações preliminares para ajudar o engenheiro. São dados que podem influenciar até mesmo o valor a ser cobrado pelo projeto, além de contribuir para a economia de materiais e oferecer mais agilidade produtiva.

Primeiramente, o que é um projeto estrutural?

Também conhecido como cálculo estrutural, é definido pelo conjunto de informações a respeito do dimensionamento de toda estrutura que fará parte de uma edificação, é um projeto complementar ao arquitetônico. Nesse sentido, podemos incluir tudo referente a:

  • Vigas;
  • Lajes;
  • Estruturas;
  • Pilares;
  • Fundação;
  • Alvenaria estrutural.

Com isso, a ideia é que o projeto estrutural seja utilizado como um instrumento para trazer mais segurança na condução da obra, analisar se as estruturas suportam ou resistem a carga, economizar no planejamento do orçamento e na própria resistência e durabilidade do empreendimento.

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Por que esse projeto é importante?

É importante para dar mais segurança e também na assertividade dos processos da obra. Assim como:

  • Obter precisão nos cálculos, e assim, evitar custos desnecessários para a conclusão da obra;
  • Evitar erros de dimensionamento, que podem apresentar problemas em revestimentos ou mesmo no teto e paredes da estrutura;
  • Ajudar a escolher os melhores recursos e suas aplicações, assegurando a máxima qualidade possível na obra;
  • Ser requisito para aprovação em prefeituras;
  • Possibilitar uma previsão de futuras ampliações;
  • Ser compatível com outros projetos da obra;
  • Definir o melhor sistema estrutural para as edificações;
  • Possibilitar a racionalização no uso de materiais;
  • Promover o posicionamento correto das peças estruturais;
  • Seguir à risca as normas técnicas.

A área que se dedica ao projeto estrutural é chamada de engenharia estrutural, sendo responsável por fatores como materiais e geometria de elementos estruturais, capazes de fazer uma ponte aguentar o tráfego ou um prédio muito alto suportar um terremoto, por exemplo.

Softwares na área

Atualmente existem softwares que conduzem a engenharia estrutural. O que facilitou em muito a vida desses profissionais, como a possibilidade de analisar alternativas em busca da melhor estrutura, o refinamento dos modelos estruturais, a racionalização das atividades de projeto e a facilitação da troca de informações entre seus participantes. 

A cada ano esses softwares incorporam novas funcionalidades, permitindo que os modelos estruturais se aproximem do funcionamento real das estruturas e otimizando sua execução. Se por um lado esses modelos mais ajustados permitem melhores resultados, por outro, quando mal utilizados, podem conduzir a sérios riscos. 

O BIM (Building Information Modeling), será um grande avanço que irá impactar fortemente as construções. A elaboração de projetos com informações agregadas irá permitir um melhor gerenciamento da obra desde a fase dos projetos, passando pelo planejamento, orçamento, execução e pós-entrega. É um longo caminho a ser percorrido, que passa por estabelecimento de padrões em todo o setor, mas que mudará a forma de se construir.

Como você viu, o projeto estrutural é extremamente importante em qualquer tipo de obra, capaz de trazer mais segurança às edificações e também economia de recursos, tanto materiais, como humanos.

Fonte: https://udiaco.com.br/